Comprei uma Lynus/Macrotop modelo MEI-2200 em 2015 e posso afirmar em 2022 quais são os defeitos mais comuns que ela apresentou ao longo desses 6 anos de uso bem esparso. Este ano a motosserra “morreu” de vez. O motor queimou finalmente e não valia a pena consertá-lo pois só o induzido custa mais do que o aparelho.
- Desde nova é uma motosserra que sempre esquentou muito, saia fumaça e parava de repente. Tive que abrir buracos na carcaça para ajudar a refrigeração. O problema minimizou, pois só a partir daí consegui ganhar tempo de uso na carga demandada pelo corte.
- Desde nova essa motosserra sempre vazou óleo. Tive que desmontá-la para colocar abraçadeiras nos terminais das mangueirinhas e vedar a saída do tanquinho de plástico.
- No último ano de uso notei que a corrente estava cada vez mais seca e o óleo não gastava. Desmontei a motosserra e descobri que tinha pifado a bomba de óleo. Não encontrei no mercado uma bomba idêntica de reposição. Aí tive que apelar para a gambiarra. Com um frasco de coca-cola pequeno construí um reservatório externo de óleo. Depois de vários ajustes e reprojetos, finalmente a coisa funcionou até que melhor do que o original. Infelizmente o meu constructo não foi de muita valia porque um mês depois a Lynus abriu o bico, ou melhor, começou a queimar os carvões incontrolavelmente.
- Depois de abrir pela última vez, constatei o defeito de origem, que provavelmente veio com a elerosserra desde nova: o rolamento do eixo do motor na altura do coletor estava pifado. Se eu tivesse descoberto isso logo no início e trocado todos os rolamentos, talvez ela não tivesse queimado. São suposições, pois essas marcas chinesas de baixo custo são de um controle de qualidade assombrosamente ruim.
- Empiricamente eu sabia que havia alguma coisa errada porque a corrente apresentava uma certa resistência a girar livremente. É lógico, quando aquecia durante o funcionamento, a fricção aumentava bastante e provocava fumaça.
- Não considero, naquela data, que o valor pago tenha sido pouco, quase 600 reais comprada numa loja aqui da cidade. Hoje, por um pouco mais de 300 reais você compra uma Siga Tools, SA Tools, Nakasaki, Nagano e muitas outras com o mesmo nível de qualidade. Dessa Lynus as únicas coisas que duraram foi a corrente e o sabre, ambos da marca Orion. Algumas chinesas do mercado, nem isso têm, algumas vêm até com corrente cega desde nova.
Depois de muito sofrimento, agora estou partindo para duas Makitas, uma eletrosserra robusta (UC4041A) para trabalhos mais pesados e uma pequena a bateria (Duc254zc) para realizar podas e subir em árvores para cortar galhos.
Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador Eletrosserras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eletrosserras. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de fevereiro de 2022
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Qual é o melhor óleo para Eletrosserra?
Autor: Isaias Malta
Ao se consultar diversos manuais dos fabricantes, descobre-se que eles não dão muita bola para o tipo de óleo empregado para lubrificar a corrente. Alguns especificam no manual óleo SAE30, SAE40 com 3% de querosene para diluição, óleo de máquina de costura, óleo Magnum da Castrol, “óleo apropriado para corrente”, “óleo biodegradável”, etc. A ORION, fabricante da maioria das correntes dos modelos de eletrosserras existentes no mercado, se omite olimpicamente de determinar um óleo específico para as suas correntes.
Logo, devemos concluir que não importa muito o óleo, mas prover o reservatório com algum deles. Vejo usuários berrando nos sites de reclamações sobre a omissão dos fabricantes em estabelecer um determinado tipo de óleo para os seus equipamentos, quando a melhor solução é parar num posto de gasolina e pedir simplesmente “me dá um óleo para corrente de motosserra”. O atendente virá com um óleo que funciona perfeitamente em qualquer eletrosserra.
O que não funciona é deixar o reservatório seco, aí sim a correia vai para o saco.
Ao se consultar diversos manuais dos fabricantes, descobre-se que eles não dão muita bola para o tipo de óleo empregado para lubrificar a corrente. Alguns especificam no manual óleo SAE30, SAE40 com 3% de querosene para diluição, óleo de máquina de costura, óleo Magnum da Castrol, “óleo apropriado para corrente”, “óleo biodegradável”, etc. A ORION, fabricante da maioria das correntes dos modelos de eletrosserras existentes no mercado, se omite olimpicamente de determinar um óleo específico para as suas correntes.
Logo, devemos concluir que não importa muito o óleo, mas prover o reservatório com algum deles. Vejo usuários berrando nos sites de reclamações sobre a omissão dos fabricantes em estabelecer um determinado tipo de óleo para os seus equipamentos, quando a melhor solução é parar num posto de gasolina e pedir simplesmente “me dá um óleo para corrente de motosserra”. O atendente virá com um óleo que funciona perfeitamente em qualquer eletrosserra.
O que não funciona é deixar o reservatório seco, aí sim a correia vai para o saco.
Problemas comuns em Eletrosserras
Autor: Isaias Malta
Quando você compra uma Eletrosserra Sthil tem garantidos vários recursos que não existem nas similares chinesas. Mas, mesmo assim você compra a chinesa por causa do preço, potência, tamanho do sabre, etc.
Assim, quem faz essa opção deve saber quais são os problemas que deve contornar, para não ficar apenas como um louco xingando na internet sem muitos resultados práticos.
Por qualquer coisa começa a sair fumaça do induzido
Logicamente as chinesas (que são 99% do mercado) não contam com proteção térmica. Logo, cabe ao operador interromper imediatamente o motor ao mínimo sinal de aquecimento do mesmo. O ideal nem é desligar da tomada, mas acionar a alavanca de lock, que é mais rápido. (Certamente o induzido da minha eletrosserra já está meio chamuscado devido às barbeiragens cometidas no início da aprendizagem)
Se você quiser aumentar o ciclo de trabalho da sua eletrosserra, faça como eu e corte fora as aletas da carenagem de plástico do motor:
e da base da eletrosserra onde se localiza a ventoinha do motor, uma abertura importante de ar que os projetistas chineses teimam em deixar bem pequenininha, talvez até para que o equipamento queime rapidamente:
Vaza óleo de lubrificação da corrente
Dê uma olhada nessa conexão entre a mangueirinha de lubrificação e o depósito de óleo e depois me diga se isso é feito para funcionar. A minha MEI 2200 esparrama óleo para tudo quanto é lado e a culpa é essa conexão porca. Estou tentando resolver o problema colando a arruela de borracha com cola de junta de motor diesel. Vamos ver se dá certo.
Pinhão forjado no eixo do motor
Alguns modelos chineses vendidos no mercado (Nagano por exemplo) são famosos por não poderem receber pinhão novo, só trocando o conjunto todo, o que custa os olhos da cara.
Não lubrifica a corrente
Fique atento se a sua eletrosserra só espirra óleo por dentro e não joga nem uma gotinha na corrente, que é o que a bomba de óleo deveria fazer. Se não houver um brutal vazamento antes da bomba, pode ser alguma obstrução na saída do sistema por resíduos de serragem. Nada que você mesmo não possa checar e resolver.
A maioria dos usuários que põem a xingar na internet ameaçando que vão jogar o equipamento fora, poderiam resolver esses probleminhas se resolvessem arregaçar as mangas e não ficar esperando que os outros os resolvam como se fossem belas donzelas, afinal, quer compra chinês e ter atendimento vip de Mercedez Benz?
Quando você compra uma Eletrosserra Sthil tem garantidos vários recursos que não existem nas similares chinesas. Mas, mesmo assim você compra a chinesa por causa do preço, potência, tamanho do sabre, etc.
Assim, quem faz essa opção deve saber quais são os problemas que deve contornar, para não ficar apenas como um louco xingando na internet sem muitos resultados práticos.
Por qualquer coisa começa a sair fumaça do induzido
Logicamente as chinesas (que são 99% do mercado) não contam com proteção térmica. Logo, cabe ao operador interromper imediatamente o motor ao mínimo sinal de aquecimento do mesmo. O ideal nem é desligar da tomada, mas acionar a alavanca de lock, que é mais rápido. (Certamente o induzido da minha eletrosserra já está meio chamuscado devido às barbeiragens cometidas no início da aprendizagem)
Se você quiser aumentar o ciclo de trabalho da sua eletrosserra, faça como eu e corte fora as aletas da carenagem de plástico do motor:
e da base da eletrosserra onde se localiza a ventoinha do motor, uma abertura importante de ar que os projetistas chineses teimam em deixar bem pequenininha, talvez até para que o equipamento queime rapidamente:
Vaza óleo de lubrificação da corrente
Dê uma olhada nessa conexão entre a mangueirinha de lubrificação e o depósito de óleo e depois me diga se isso é feito para funcionar. A minha MEI 2200 esparrama óleo para tudo quanto é lado e a culpa é essa conexão porca. Estou tentando resolver o problema colando a arruela de borracha com cola de junta de motor diesel. Vamos ver se dá certo.
Pinhão forjado no eixo do motor
Alguns modelos chineses vendidos no mercado (Nagano por exemplo) são famosos por não poderem receber pinhão novo, só trocando o conjunto todo, o que custa os olhos da cara.
Não lubrifica a corrente
Fique atento se a sua eletrosserra só espirra óleo por dentro e não joga nem uma gotinha na corrente, que é o que a bomba de óleo deveria fazer. Se não houver um brutal vazamento antes da bomba, pode ser alguma obstrução na saída do sistema por resíduos de serragem. Nada que você mesmo não possa checar e resolver.
A maioria dos usuários que põem a xingar na internet ameaçando que vão jogar o equipamento fora, poderiam resolver esses probleminhas se resolvessem arregaçar as mangas e não ficar esperando que os outros os resolvam como se fossem belas donzelas, afinal, quer compra chinês e ter atendimento vip de Mercedez Benz?
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Como encontrar a corrente da motosserra elétrica Macrotop Lynus MEI-2200A?
Autor: Isaias Malta
Em agosto/2015 adquiri a eletrosserra Lynus MEI-2200A e mesmo sem precisar de corrente para reposição, resolvi dar uma pesquisada nas 3 assistências Macrotop da minha cidade. O cidadão que me atendeu na primeira delas perguntou se eu estava sentado para receber o impacto do preço: 235 reais! A segundo deixou por menos: 160 reais. Não consegui falar com a terceira, uma vez que o telefone fornecido não funciona.
Diga-se de passagem, mandei e-mail para a Macrotop perguntando justamente o detalhamento das especificações técnicas da corrente e eles se limitaram a responder listando as assistências técnicas da minha cidade. É claro que as autorizadas não fornecem os códigos, ou nem sabem, de qualquer maneira eu vi que eu tinha de fazer por mim mesmo o levantamento, contar os elos, dentes, etc.
Este é o problema das ferramentas genuinamente made in China, os importadores não têm tanta desenvoltura para comercializar peças, quanto têm para vender lotes e mais lotes de equipamentos novos. Além disso, eles seriam muito mais honestos se informassem no manual os códigos dos consumíveis e, preferencialmente, uma tabela de equivalência, já que os componentes dos produtos chineses são compartilhados por várias marcas.
No caso das motosserras, não há como fugir da marca Oregon, que abastece a maioria delas, chinesas ou não. Então, como os revendedores são panacas por não pesquisarem, ou não pesquisam porque são panacas, gastei um dia para escarafunchar a internet na busca de informações sobre a bendita corrente da Lynus.
Vamos agora às informações sobre a corrente original da MEI-2200A que NÃO constam no manual:
Sabre: 16” (40 cm)
Calibre da canaleta do sabre 0,050” (1,3 mm)
Passo: 3/8”
28 dentes (cutters)
56 elos (drive links)
Modelo: Oregon 91P
Pois bem, uma vez levantados tais dados, encontramos os seguintes modelos de outras marcas que usam exatamente a mesma corrente para o sabre de 16”:
- Tekna CS41
- Husqvarna 236
- Mcculloch 742
- Toyama MT4116
- Macrotop MEI-2200A
- Macrotop MEL-180
- Macrotop YD-KU05-38
- Stihl Picco Micro 3 (PM3), Passo 3/8" - calibre 0,050"/ 1,3 mm sabre 16" - 56 elos - código Stihl 3636 000 0056
- Black and Decker GK1740
- Makita UC4020A
Só para se ter uma ideia, no Mercado Livre tal corrente é negociada ao redor de 50 reais. Consultei as lojas Quero-Quero e o preço da corrente original da Husqvarna 236 é 100 reais, enquanto na autorizada Stihl sai por aproximadamente 50 reais. Esse é o resultado de se fazer uma bela pesquisa antes de cair no conto do vigário das assistências técnicas da chinesada!
Em agosto/2015 adquiri a eletrosserra Lynus MEI-2200A e mesmo sem precisar de corrente para reposição, resolvi dar uma pesquisada nas 3 assistências Macrotop da minha cidade. O cidadão que me atendeu na primeira delas perguntou se eu estava sentado para receber o impacto do preço: 235 reais! A segundo deixou por menos: 160 reais. Não consegui falar com a terceira, uma vez que o telefone fornecido não funciona.
Diga-se de passagem, mandei e-mail para a Macrotop perguntando justamente o detalhamento das especificações técnicas da corrente e eles se limitaram a responder listando as assistências técnicas da minha cidade. É claro que as autorizadas não fornecem os códigos, ou nem sabem, de qualquer maneira eu vi que eu tinha de fazer por mim mesmo o levantamento, contar os elos, dentes, etc.
Este é o problema das ferramentas genuinamente made in China, os importadores não têm tanta desenvoltura para comercializar peças, quanto têm para vender lotes e mais lotes de equipamentos novos. Além disso, eles seriam muito mais honestos se informassem no manual os códigos dos consumíveis e, preferencialmente, uma tabela de equivalência, já que os componentes dos produtos chineses são compartilhados por várias marcas.
No caso das motosserras, não há como fugir da marca Oregon, que abastece a maioria delas, chinesas ou não. Então, como os revendedores são panacas por não pesquisarem, ou não pesquisam porque são panacas, gastei um dia para escarafunchar a internet na busca de informações sobre a bendita corrente da Lynus.
Vamos agora às informações sobre a corrente original da MEI-2200A que NÃO constam no manual:
Sabre: 16” (40 cm)
Calibre da canaleta do sabre 0,050” (1,3 mm)
Passo: 3/8”
28 dentes (cutters)
56 elos (drive links)
Modelo: Oregon 91P
Pois bem, uma vez levantados tais dados, encontramos os seguintes modelos de outras marcas que usam exatamente a mesma corrente para o sabre de 16”:
- Tekna CS41
- Husqvarna 236
- Mcculloch 742
- Toyama MT4116
- Macrotop MEI-2200A
- Macrotop MEL-180
- Macrotop YD-KU05-38
- Stihl Picco Micro 3 (PM3), Passo 3/8" - calibre 0,050"/ 1,3 mm sabre 16" - 56 elos - código Stihl 3636 000 0056
- Black and Decker GK1740
- Makita UC4020A
Só para se ter uma ideia, no Mercado Livre tal corrente é negociada ao redor de 50 reais. Consultei as lojas Quero-Quero e o preço da corrente original da Husqvarna 236 é 100 reais, enquanto na autorizada Stihl sai por aproximadamente 50 reais. Esse é o resultado de se fazer uma bela pesquisa antes de cair no conto do vigário das assistências técnicas da chinesada!
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Por que as pessoas queimam facilmente os induzidos das suas motosserras elétricas?
Autor: Isaias Malta
Em 17/08/2015 adquiri uma motosserra elétrica (eletrosserra) da marca Lynus modelo MEI 2200 e desde lá aprendi usando-a que acontece um estranho fenômeno: eventualmente o botão de acionamento emperra, o motor passa a fazer um barulhão estranho e começa a sair fumaça.
A minha maneira de lidar com o problema é desligar imediatamente o equipamento através da alavanca de freio da corrente e esperar até que o botão volte a funcionar. Naturalmente, por ser novato na operação de eletrosserra, eu não sabia deste detalhe e descobri que muitos usuários também não sabem, tanto é que vários deles se queixam na internet da queima de induzidos, às vezes no primeiro uso.
Hoje comentei o este fato com um vendedor de uma revenda Stihl e ele me elucidou a causa do problema. A Stihl tem um modelo de motosserra elétrico MSE 170 C-BQ que possui um disjuntor térmico de sobrecarga. Tal dispositivo existe para contornar o problema da sobrecarga que pode ocorrer durante a operação deste tipo de equipamento pelos seguintes fatores:
- superaquecimento do motor por estar muito tempo ligado – veja bem, as eletrosserras são equipamentos destinados ao uso doméstico, logo, seus motores aguentam uns poucos minutos de uso contínuo e já começam a esquentar demasiadamente;
- carga excessiva em cima do motor – quando o operador aplica muita força sobre o sabre;
- desaceleração brusca do motor – quando a corrente fica prensada pela madeira devido ao corte mal planejado.
O tal disjuntor de sobrecarga da Stihl só retorna a conectar a alimentação elétrica depois que o motor resfriou, isto é a tecnologia alemã a serviço da proteção do patrimônio dos seus clientes! Contudo, nos modelos oriundos da chinelagem chinesa, como é o caso das Lynus, Tekna, Nagano, Black and Decker, Ryobi, Gringer, Matsuyama, Schulz, BR Motors, Einhell, não há previsão dequalquer proteção térmica automatizada, por isso, a boa integridade do equipamento só pode ser mantida pelo uso cuidadoso da motosserra, ou seja, desligando imediatamente do motor ao menor sinal de sobrecarga - o melhor mesmo é o usuário se acostumar a fazer um uso intermitente, evitando deixar o motor ligado continuamente por vários minutos.
Aliás, constata-se nos sites de reclamação que os distribuidores de motosserras elétricas chinesas não garantem seus equipamentos em caso de induzido queimado, uma vez que atribuem tal intercorrência ao mal uso. Apesar de não mencionarem nada da ocorrência de sobrecarga térmica em seus manuais muito pouco explicativos.
Em 17/08/2015 adquiri uma motosserra elétrica (eletrosserra) da marca Lynus modelo MEI 2200 e desde lá aprendi usando-a que acontece um estranho fenômeno: eventualmente o botão de acionamento emperra, o motor passa a fazer um barulhão estranho e começa a sair fumaça.
A minha maneira de lidar com o problema é desligar imediatamente o equipamento através da alavanca de freio da corrente e esperar até que o botão volte a funcionar. Naturalmente, por ser novato na operação de eletrosserra, eu não sabia deste detalhe e descobri que muitos usuários também não sabem, tanto é que vários deles se queixam na internet da queima de induzidos, às vezes no primeiro uso.
Hoje comentei o este fato com um vendedor de uma revenda Stihl e ele me elucidou a causa do problema. A Stihl tem um modelo de motosserra elétrico MSE 170 C-BQ que possui um disjuntor térmico de sobrecarga. Tal dispositivo existe para contornar o problema da sobrecarga que pode ocorrer durante a operação deste tipo de equipamento pelos seguintes fatores:
- superaquecimento do motor por estar muito tempo ligado – veja bem, as eletrosserras são equipamentos destinados ao uso doméstico, logo, seus motores aguentam uns poucos minutos de uso contínuo e já começam a esquentar demasiadamente;
- carga excessiva em cima do motor – quando o operador aplica muita força sobre o sabre;
- desaceleração brusca do motor – quando a corrente fica prensada pela madeira devido ao corte mal planejado.
O tal disjuntor de sobrecarga da Stihl só retorna a conectar a alimentação elétrica depois que o motor resfriou, isto é a tecnologia alemã a serviço da proteção do patrimônio dos seus clientes! Contudo, nos modelos oriundos da chinelagem chinesa, como é o caso das Lynus, Tekna, Nagano, Black and Decker, Ryobi, Gringer, Matsuyama, Schulz, BR Motors, Einhell, não há previsão dequalquer proteção térmica automatizada, por isso, a boa integridade do equipamento só pode ser mantida pelo uso cuidadoso da motosserra, ou seja, desligando imediatamente do motor ao menor sinal de sobrecarga - o melhor mesmo é o usuário se acostumar a fazer um uso intermitente, evitando deixar o motor ligado continuamente por vários minutos.
Aliás, constata-se nos sites de reclamação que os distribuidores de motosserras elétricas chinesas não garantem seus equipamentos em caso de induzido queimado, uma vez que atribuem tal intercorrência ao mal uso. Apesar de não mencionarem nada da ocorrência de sobrecarga térmica em seus manuais muito pouco explicativos.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Por que essa Eletrosserra jamais poderá fazer ESTE tipo de trabalho?
Escrito por Isaias Malta
Os consumidores, antes de adquirirem uma ferramenta, devem pesquisar bastante sobre as coisas que ela pode ou não pode fazer. O cidadão do vídeo abaixo está muito injuriado porque a sua Black Decker GK 1740 não consegue desempenhar a tarefa a que ele se propõe.
- A primeira observação que devemos fazer é sobre quais são as finalidades estabelecidas pelo fabricante. No site da Black Decker há o seguinte: “O modelo da Black Decker é ideal para a limpeza e a poda de arbustos e árvores de menor porte, permitindo que profissionais e usuários finais mantenham jardins e áreas plantadas sempre bonitas e bem cuidadas”. Ou seja, fatiar bases de troncos de grande espessura foge ao propósito de uma eletrosserra.
- Em termos de potência, não há muita diferença para uma motosserra a gasolina. Para um sabre de 40 cm, vemos que a eletrosserra tem 2,48 HP contra 2,10 HP de uma motosserra a gasolina típica com o mesmo sabre de 40 cm. No entanto as diferenças contundentes são a espessura da corrente, o número de lâminas e a rotação em RPM.
Uma motosserra de mesma potência, dá 3000 RPM de rotação mínima e 13000 RPM de máxima, contra 800 RPM mínima e 5600 RPM máxima na eletrosserra analisada. Aqui se pode abrir um parêntesis, porque a GK 1740 é fraquinha quando comparada com as concorrentes de mesma potência que dão 6700 RPM de máxima.
Isto significa que o torque (potência de arranque) de uma motosserra é infinitamente maior do que o de uma eletrosserra, fato que justifica o seu baixo rendimento para serrar troncos bem grossos como demonstrado no vídeo.
- A eletrosserra do vídeo me parece bem usadinha, o que pode implicar em lâminas já cegas e precisando de afiação. Aliás, algumas reclamações que pendem sobre a GK 1740 é justamente a pouca durabilidade do fio.
- A correia tem uma aparência extremamente seca. Está bem lubrificada? Uma eletrosserra em perfeito funcionamento deve produzir um rastro de óleo na madeira, coisa que não se observa no vídeo. O óleo que está sendo usado é o recomendável?
- Finalmente, o manejo da eletrosserra me parece bastante inadequado. O cidadão faz movimentos de serrote, totalmente inadequados para uma ferramenta que deve ser segurada firmemente. Faltou dar uma boa lida no manual.
Os consumidores, antes de adquirirem uma ferramenta, devem pesquisar bastante sobre as coisas que ela pode ou não pode fazer. O cidadão do vídeo abaixo está muito injuriado porque a sua Black Decker GK 1740 não consegue desempenhar a tarefa a que ele se propõe.
- A primeira observação que devemos fazer é sobre quais são as finalidades estabelecidas pelo fabricante. No site da Black Decker há o seguinte: “O modelo da Black Decker é ideal para a limpeza e a poda de arbustos e árvores de menor porte, permitindo que profissionais e usuários finais mantenham jardins e áreas plantadas sempre bonitas e bem cuidadas”. Ou seja, fatiar bases de troncos de grande espessura foge ao propósito de uma eletrosserra.
- Em termos de potência, não há muita diferença para uma motosserra a gasolina. Para um sabre de 40 cm, vemos que a eletrosserra tem 2,48 HP contra 2,10 HP de uma motosserra a gasolina típica com o mesmo sabre de 40 cm. No entanto as diferenças contundentes são a espessura da corrente, o número de lâminas e a rotação em RPM.
Uma motosserra de mesma potência, dá 3000 RPM de rotação mínima e 13000 RPM de máxima, contra 800 RPM mínima e 5600 RPM máxima na eletrosserra analisada. Aqui se pode abrir um parêntesis, porque a GK 1740 é fraquinha quando comparada com as concorrentes de mesma potência que dão 6700 RPM de máxima.
Isto significa que o torque (potência de arranque) de uma motosserra é infinitamente maior do que o de uma eletrosserra, fato que justifica o seu baixo rendimento para serrar troncos bem grossos como demonstrado no vídeo.
- A eletrosserra do vídeo me parece bem usadinha, o que pode implicar em lâminas já cegas e precisando de afiação. Aliás, algumas reclamações que pendem sobre a GK 1740 é justamente a pouca durabilidade do fio.
- A correia tem uma aparência extremamente seca. Está bem lubrificada? Uma eletrosserra em perfeito funcionamento deve produzir um rastro de óleo na madeira, coisa que não se observa no vídeo. O óleo que está sendo usado é o recomendável?
- Finalmente, o manejo da eletrosserra me parece bastante inadequado. O cidadão faz movimentos de serrote, totalmente inadequados para uma ferramenta que deve ser segurada firmemente. Faltou dar uma boa lida no manual.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Como escolher a melhor Eletrosserra?
Escrito por Isaias Malta
Aqui no sítio temos um caseiro que possui no seu mix de ferramentas uma Motosserra a gasolina de desempenho profissional. Até aí tudo bem, só que ao redor da minha casa sempre há uns servicinhos mais simples de poda e corte de pequenas árvores que não requerem “tiros de bazooka”.
Aí tive a ideia de comprar uma Eletrosserra para dar conta dessas pequenas tarefas de fazer lenha com pequenas toras e descartar os galhos mais superiores de árvores que não são queridas aqui, principalmente ligustros (essa é uma praga e tanto!) e uvas-do-japão, ou os galhos que caem devido às ventanias.
O manejo de uma Eletrosserra é muito mais simples, aliás, eu nunca tinha usado uma motosserra antes porque não gosto do barulho e da trepidação e do perigo constante de rebote das motosserras grandes com motor a explosão.
- E o 1º problema veio da loja. Pequei uma com o sabre já montado e ele veio com a corrente ao contrário. Ao cabo do primeiro teste, verifiquei que o equipamento não estava cortando nada. Então desmontei o sabre, e constatei que a correia estava invertida. É só montar com os dentes de acordo com o desenho afixado no próprio sabre e não tem erro.
- As Eletrosserras vêm na caixa sem óleo de lubrificação no reservatório. Além do óleo num tubinho na caixa, já compre na loja um tubo maior de óleo próprio para lubrificação de correntes de motosserra.
- Não adianta comprar Eletrosserra muito “anêmica” de potência e nem com sabre muito curto. A potência ideal é 2.200 watts com sabre de 40 cm (16 polegadas). A princípio você pode pensar que 1.200 watts e sabre de 30 cm dão conta do recado. Mas, apesar do preço convidativo ao redor de 300 reais, a envergadura das tarefas possíveis numa eletrosserra muito fraca fica extremamente diminuída.
- Acostume-se a proceder a limpeza do equipamento depois do dia de trabalho. Dá trabalho, mas vale a pena, pois por ser uma ferramenta de caráter residencial, todos os componentes nela são mais frágeis, portanto, mais vulneráveis ao acúmulo de serragem misturada com óleo. Desmonte o sabre, limpe-o, assim como a correia, a engrenagem de engate, a tampa de fixação do sabre, o entorno da fixação do sabre, etc.
- Não improvise gambiarras na extensão elétrica, pois a potência envolvida lida com uma corrente nada desprezível.
Muita gente acha que Eletrosserras não têm muita força e praticamente não conseguem fazer nada. Não foi a minha impressão, pois a partir do momento em aprendi a manejá-la, aprendizado que durou cerca de uma hora, os cortes de troncos de madeira foram extremamente fáceis. Com a vantagem de poder desligar e religar a qualquer momento, sem o inconveniente do fazer pegar das motosserras tradicionais.
Além disso, o os níveis de ruído produzidos por uma Eletrosserra são bem mais suportáveis do que as equivalentes a motor a combustão. Quem está dentro de casa não se incomoda com o barulho do trabalho sendo feito lá fora.
O modelo comprado foi a LYNUS MEI 2200, baseado no fato de haver três assistências técnicas aqui na cidade:
Aqui no sítio temos um caseiro que possui no seu mix de ferramentas uma Motosserra a gasolina de desempenho profissional. Até aí tudo bem, só que ao redor da minha casa sempre há uns servicinhos mais simples de poda e corte de pequenas árvores que não requerem “tiros de bazooka”.
Aí tive a ideia de comprar uma Eletrosserra para dar conta dessas pequenas tarefas de fazer lenha com pequenas toras e descartar os galhos mais superiores de árvores que não são queridas aqui, principalmente ligustros (essa é uma praga e tanto!) e uvas-do-japão, ou os galhos que caem devido às ventanias.
O manejo de uma Eletrosserra é muito mais simples, aliás, eu nunca tinha usado uma motosserra antes porque não gosto do barulho e da trepidação e do perigo constante de rebote das motosserras grandes com motor a explosão.
- E o 1º problema veio da loja. Pequei uma com o sabre já montado e ele veio com a corrente ao contrário. Ao cabo do primeiro teste, verifiquei que o equipamento não estava cortando nada. Então desmontei o sabre, e constatei que a correia estava invertida. É só montar com os dentes de acordo com o desenho afixado no próprio sabre e não tem erro.
- As Eletrosserras vêm na caixa sem óleo de lubrificação no reservatório. Além do óleo num tubinho na caixa, já compre na loja um tubo maior de óleo próprio para lubrificação de correntes de motosserra.
- Não adianta comprar Eletrosserra muito “anêmica” de potência e nem com sabre muito curto. A potência ideal é 2.200 watts com sabre de 40 cm (16 polegadas). A princípio você pode pensar que 1.200 watts e sabre de 30 cm dão conta do recado. Mas, apesar do preço convidativo ao redor de 300 reais, a envergadura das tarefas possíveis numa eletrosserra muito fraca fica extremamente diminuída.
- Acostume-se a proceder a limpeza do equipamento depois do dia de trabalho. Dá trabalho, mas vale a pena, pois por ser uma ferramenta de caráter residencial, todos os componentes nela são mais frágeis, portanto, mais vulneráveis ao acúmulo de serragem misturada com óleo. Desmonte o sabre, limpe-o, assim como a correia, a engrenagem de engate, a tampa de fixação do sabre, o entorno da fixação do sabre, etc.
- Não improvise gambiarras na extensão elétrica, pois a potência envolvida lida com uma corrente nada desprezível.
Muita gente acha que Eletrosserras não têm muita força e praticamente não conseguem fazer nada. Não foi a minha impressão, pois a partir do momento em aprendi a manejá-la, aprendizado que durou cerca de uma hora, os cortes de troncos de madeira foram extremamente fáceis. Com a vantagem de poder desligar e religar a qualquer momento, sem o inconveniente do fazer pegar das motosserras tradicionais.
Além disso, o os níveis de ruído produzidos por uma Eletrosserra são bem mais suportáveis do que as equivalentes a motor a combustão. Quem está dentro de casa não se incomoda com o barulho do trabalho sendo feito lá fora.
O modelo comprado foi a LYNUS MEI 2200, baseado no fato de haver três assistências técnicas aqui na cidade:
Assinar:
Postagens (Atom)
