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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Qual é a melhor lubrificação para o interior do mandril, graxa ou óleo?

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Tenho um martelete rotativo GBH 2-24 DF da marca Bosch e sempre usei alguma lubrificação que o manual indica, só que o manual é omisso quanto ao tipo de lubrificação. Graxa ou óleo?

Se formos ver que a ponta das brocas SDS plus devem ser lubrificadas com graxa, segundo o manual, então induz-se que o mandril também deva ser lubrificado com graxa. A opção pela graxa decorre da observação de como a furadeira trabalha, produzindo elevada temperatura durante o trabalho, fator que espirraria inteiramente qualquer óleo lubrificante.

Intuitivamente tenho usado a graxa branca náutica de sabão de lítio com muitos bons resultados, até que achei essa dica neste site que confirma o meu uso:
http://www.directindustry.com/pt/prod/fuchs-lubrifiant-france/product-12077-1692013.html

Algumas dicas interessantes sobre manutenção de mandril são ditas pelo pessoal da Bosh:
https://mbasic.facebook.com/boschferramentas/photos/a.160296144108381.36512.160193424118653/222179091253419/?type=1

Só não vale usar o WD-40 como um cara afirmou, pois a sua ação solvente não é nada saudável para a futura lubrificação. É uma pena o que o funcionário da Bosch revela: a graxa original que vem junto com o mandril não existe no mercado para reposição, ou seja, o freguês tem que se virar por si mesmo para conseguir aumentar a durabilidade do produto - talvez lutando contra os interesses descartáveis da indústria.

Aliás, a dúvida entre graxa não deveria existir se pensarmos que o uso de QUALQUER lubrificante é melhor do que nenhum, pois ele permite o escoamento dos inimigos mortais das peças móveis do mandril, que são o pó de concreto e pó de pedra.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Por que devo usar máscara respiratória quando estou soldando?

Imagem tragicômica de soldador de portão, que via de regra não usa EPI algum.
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O vídeo abaixo serve principalmente para aqueles que soldam em ambientes fechados. Todavia, que solda na rua, como eu, também se ressente com as partículas metálicas e fumos tóxicos emitido pelo processo de soldagem. A coisa se torna evidente quando você leva em conta que com frequentemente tem que parar o serviço para limpar o filtro da máscara de solda.

Ora, aquele fumo brabo que empesta a máscara acaba indo parar no fundo dos nossos pulmões. Sinto até um gosto salgado na boca quando recebo por dentro da máscara de solda as lufadas de fumaça.

Graças a esse oportuno vídeo do Messias, passarei a usar máscara respiratória, além de todos os EPI recomendáveis é claro. A propósito, para essa atividade, a especificação da máscara, tanto a permanente que o Messias usa, quanto as descartáveis é a PFF2.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Posso usar Soprador Térmico em manta asfáltica?

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O jeito correto de aplicar manta asfáltica é com maçarico, evidentemente. Contudo, o maçarico se revela bastante trambolhoso quando se trata de reparos.

É o meu caso, o telhado da minha casa tem pouco caimento e foi todo coberto com manta asfáltica em cima da telha francesa. Este tipo de solução foi adotado porque as telhas foram assentadas diretamente no cimento em cima da chapa. Ou seja, não havia condições de reparar as telhas rachadas.

Devido ao baixo caimento, acumula muita sujeira e começam a nascer plantas nos pequenos rasgos que vão surgindo na manta. Eu fazia os remendos usando um maçarico, mas dava um trabalhão ficar ligando e desligando, ainda mais que o meu não é automático. Aí, pensando em agilizar o serviço, há alguns meses comprei um soprador térmico Dewalt, com uma das grandes finalidades de me ajudar nos remendos do telhado.

Somente hoje consegui usá-lo como pretendia e os resultados foram absolutamente convincentes! Usei o bico estreito e comprido, com soprador térmico na temperatura máxima e consegui colar perfeitamente pedaços de manta asfáltica nos furos ocupados pelas plantas. Logicamente, seria absurdo usar um soprador para colocar grandes pedaços de manta asfáltica, mas fazer essas pequenas manutenções além de possível, torna-se muito menos trabalhoso.

Em tempo; tinha pesquisado na internet sobre o uso do soprador térmico para esquentar manta asfáltica e não obtive nada muito esclarecedor. Mesmo assim, resolvi comprar o soprador porque tinha vários outros biscates em mente se a coisa falhasse, mesmo assim não teria sido compra em vão. Até hoje não consegui aplicar a ferramenta no objetivo inicial, que era retirar vidro (para amolecer massa de vidraceiro petrificada) de esquadria de ferro, ainda mais porque desistimos da retirada das esquadrias de dentro de casa.

Método infalível para desemperrar peças metálicas sem quebrar

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Sabe aqueles parafusos enferrujados que não se movem nem com reza braba? Selins de bicicleta, discos de esmerilhadeira, dobradiças e outas tantas partes metálicas atacadas por ferrugem podem ser desemperradas, destravadas, soltas usando este método infalível.

Um dia fui numa loja de ferramentas comprar um WD-40, mas o vendedor perguntou se eu não queria experimentar duas soluções distintas bem mais efetivas do que o famoso tudo-em-um, ambas da Loctite, um desengraxante e um desengripante. Aceitei a sugestão e não me arrependi!

Então o método consiste em passar uma boa camada do Loctite Solvo Rust, esperar alguns minutos e tentar mover a peça engripada. Se não funcionar, pegar o soprador térmico e jogar ar quente em cima, de preferência usando o bico menor concentrador. Espere esfriar, para dar tempo aos metais de se contraírem e tente de novo separá-los.

Não funcionando, repita o processo novamente e eu te garanto que ao cabo de uns 3 ciclos de desengripa-aquece-esfria, o emperramento vai ceder.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Dicas para soldar cromoly com MIG sem gás, ou como soldar manteiga sem derreter tudo!

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Enfrentei o problemão de ter de soldar o trilho do selim da minha bicicleta. Não porque havia quebrado, mas porque serrei o nariz do dito cujo e tive que serrar a ponta do trilho (Uma tentativa insana de criar meu próprio selim sem bico). Então, na frente soldei um pequeno pedaço de metal de aproximadamente uns 2 cm. Como na parte de trás (suporte dos coxins) não havia ligação, soldei um prolongamento de aço de mais ou menos o diâmetro.

O problema das soldas pequenas é que elas dão mais trabalho do que as grandes e lidar com esse danado do cromoly é como soldar manteiga. Felizmente, alcancei o objetivo sem derreter a coisa toda. Da experiência ficaram algumas lições:

- O cromoly derrete com uma facilidade estonteante, por isso é bom fixa-lo num negócio que dissipe o calor. Sem saber disso, fixei as peças a serem soldadas num torno, o que facilitou a dissipação.

- O último ponto de solda, que tive de fazer no dia seguinte por causa da chuva, foi bem pior, quase derreteu a ponta da barra do cromoly, porque não houve boa dissipação do calor.

- Não tem como correr a solda. A soldagem tem que ser rápida, só no local da junção.

- Usei na potência máxima da V8 Brasil 150BR, tinha que ter usado um ponto a menos. Usei o arame 0,8, acho que teria sido melhor com o 0,6.

- Devido à liga do cromoly conter muito cromo e molibdênio, a solda tem a tendência de formar bolhas.

- Não se deixe enganar pelo aspecto branquicento do cromoly, é bom dar uma lixada ou esmerilhada com escova de aço antes para tirar a oxidação.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

1001 usos para a vaselina sólida!

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Fala-se de milhares de para o famoso desengripante WD-40, contudo, a pobre e barata vaselina continua na berlinda. Até agora, pois recentemente adquiri um balde de 3 kg de vaselina branca e logo depois outro balde de vaselina grafitada.

Darei umas dicas de uso aqui, logicamente que não os 1001, mas adianto que ela serve em todas as aplicações que não lidam com aumento de temperatura, nem com frio intenso.

- Besuntar ferramentas de jardim, carrinho de mão, machado, etc. O ato de guardar tais ferramentas de rua significa lavá-las e depois passar uma camadinha de vaselina branca parara evitar a ferrugem.

- Vaselina grafitada como lubrificante de eixos de carrinhos de mão, jericas, carrinhos de armazém, etc.

- Luvas de couro usadas em serviços pesados ficam ótimas quando impermeabilizadas com vaselina branca.

- Uso a vaselina grafitada para passar nas botas de cano longo e ficam como novas!

- A vaselina sólida também pode ser usada como lubrificante de trilhos de janelas.

- A vaselina serve como lubrificante no encaixe dos dutos e mangueiras dos automóveis.

- Usada como lubrificante não agressivo em partes de borracha e como preservante anti-corrosivo . A graxa ataca as partes de borracha, a e vaselina sólida não.

- Montagem/desmontagem de pneus sem câmara. O manuseio de câmaras deve ser feito com graxa apropriada para elas, cujos componentes são gorduras de origem vegetal.

- Proteção contra mofo.

- Proteção de calçados de PVC e borracha.

O melhor de tudo é que a vaselina é um lubrificante extremamente barato, tanto que paguei pelos baldes de 3 kg de vaselina branca e grafitada tão somente 66 reais! Fica a dica!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O que preciso saber para consertar/trocar um Cooler, Ventoinha, Micro-Ventilador

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Não importando se você tem um computador, notebook, máquina de solda, desumidifcador, chocadeira, etc, acabará cedo ou tarde enfrentando o defeito característico do cooler que começa a “abrir o bico”. Seu funcionamento fica cada vez mais ruidoso, enquanto as pás giram cada vez mais devagar. Então é chegada a hora de trocá-lo ou tentar uma extrema unção. O procedimento da troca costuma ser muito simples, mas a compra é uma tarefa complexa, pois exige uma gama de informações que normalmente não dominamos.

Bearing:
Define o tipo de mancal. Há 3 tipos primordiais:
- sleeve bearing – sem rolamento, significa que a ponta do eixo gira dentro de uma bucha metálica. É o mais simples e um dos mais silenciosos, porém, apresenta duração menor (40.000 horas a 50 °C)

- ball bearing – eixo assentado em enrolamento, contudo, apresenta maior ruído, além disso tem maior custo. Sua duração média é de 60.000 horas.

- fluid bearing – tem um sistema que mantém o eixo constantemente lubrificado, independentemente da posição. Cada fabricante dá um nome a este tipo de embuchamento, alguns o chamam de “rifle bearing”. Quando a questão do ruído é prioritária, este tipo de cooler é a melhor solução. É bom lembrar que esta opção é bem mais cara do que as anteriores, tanto que é usada pela NASA, devido à sua alta confiabilidade.

Ruído:
Os fabricantes normalmente omitem esta importante informação (dada em decibéis - dB), no entanto, a experiência nos demonstra que quanto mais barato é o cooler, maior ruído apresenta.

Impedance Protected:
Pequena bobagem ostentada na maioria dos coolers chineses (100% deles são made in China) que significa mais o menos que o motor é protegido contra sobrecarga.

Corrente:
Teoricamente, quanto maior é a corrente, maior será o volume de ar circulado. Contudo, você tem de fazer uma relação custo/benefício em função do ruído maior produzido pelos motores mais potentes.

Manutenção:
Um sujeito habilidoso pode se dar ao luxo de desmontar um cooler que está apresentado ruído e proceder a limpeza e lubrificação. Não tente retirar a ventoinha por cima, isso só resultará na sua quebra. Rompa o selo no lado oposto da ventoinha e retire o anel de pressão que prende o eixo. Limpe cuidadosamente o eixo e a bucha com álcool isopropílico e depois reponha a graxa. Se você usar um óleo do tipo de máquina de costura, o efeito será muito pouco duradouro. O ideal é usar uma graxa específica para rolamentos.

Referências:
http://www.gamersnexus.net/guides/779-computer-case-fan-bearing-differences