Autor: Isaias Malta
Você vê alguns vídeos na internet e se empolga em comprar uma máquina mini MIG para quebrar seus galhos domésticos, achando que basta ligar a coisa na tomada e sair soldando como os profissionais que exibem suas habilidades. Ledo engano! Também achei isso e vejo usuários domésticos se dando pior do que eu, literalmente não passando do estágio de soldar bolinhas ou queimar o arame. Por isso resolvi compilar uma série de desastres que ocorrem todo o tempo na solda amadora, com o intuito de encorajar aos queimadores de arame a seguirem em frente, a não desistirem diante das primeiras adversidades.
Solda queimada
Sintoma: solda recoberto de escória enegrecida.
Causas: problemas de regulagem, tais como excesso de amperagem e/ou tocha suja.
Solda grossa
Sintoma: bordas delineadas.
Causa: pouca fusão devido à pouca amperagem, facilmente este tipo de solda se trinca.
Solda cocô de pombo
Sintoma: solda depositada em forma de bolinhas, é a campeã dos novatos!
Causas: pouca velocidade do arame, aí a solda pipoca, e bocal muito afastado.
Solda porosa
Sintoma: cheia de furinhos
Causa: poça contaminada por ferrugem e/ou quaisquer sujeiras. Também metais ferrosos feitos com ligas ruins para solda também produzem porosidade.
Solda afundada/furada:
Sintomas: solda demasiadamente rasa.
Causa: excesso de amperagem para uma chapa muito fina. Quando uma solda afunda muito, significa que atravessou a chapa.
Solda suja
Sintomas: excesso de respingos e escória
Causa: regulagem excessiva de corrente e/ou velocidade do arame, ou tocha suja e falta de uso de líquido anti-respingo na tocha.
Os defeitos mais alegados entre os novatos de só produzir bolinhas, queimar o arame, produzir muita sujeira, furar a chapa, aspecto visual deplorável da solda, etc., são notórios exemplos de falta de estudo, preguiça e pouca dedicação a experimentação. Atualmente as pessoas querem tudo de mão beijada e quando isso não acontece, xingam e devolvem os equipamentos. Na realidade, se você não conseguir soldar muito bem com uma dessas máquinas xing ling vendidas nos magazines, perca a esperança de se dar bem num maquinão ESAB que custa trocentos reais.
Quem quer se aprofundar mais no estudo das descontinuidades em solda pode ler esta interessante monografia sobre o tema: Defeitos em Solda Detectáveis Através de Inspeção Visual.
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domingo, 31 de janeiro de 2016
sábado, 30 de janeiro de 2016
Como evitar o travamento de mandril?
Autor: Isaias Malta
Mandril de furadeira travado é o pior perrengue do mundo! Isso porque tirar um mandril para substituí-lo é uma baita dor de cabeça, muito difícil com suas travas químicas, parafusos e roscas emperrados.
Não importando se o seu mandril é de chave ou aperto rápido, a melhor dica é mantê-lo limpo e lubrificado, principalmente depois de trabalho que produz muito pó. Tenho 4 furadeiras: uma sucata de uma antiga parafusadeira Bosch a bateria que transformei em parafusadeira/furadeira manual, uma Skil 500w, uma parafusadeira elétrica AWT e uma furadeira martelete Bosch GBH 2-24 DF.
Delas, as mais novas são a AWT e a Bosch. Por incrível que pareça, das antigas o mandril da antiga furadeira Bosch a bateria está em ótimo estado, já a Skil estava apresentando alguma dureza na hora de girar o mandril com a mão. Este é o teste a ser feito, gire o seu mandril com a mão e veja se ele apresenta suavidade em todo o curso, desde as garras totalmente recolhidas até totalmente estendidas.
A primeira providência é remover todas as sujeiras impregnadas nas engrenagens no interior do mandril. Tenho usado com sucesso o descarbonizante spray Auto 100 da Loctite. Encharco bem o interior do mandril e deixo o produto secar. Depois lubrifico com óleo 90 de caixa de câmbio e assim fica até o próximo uso.
Assim, manter o mandril limpo e lubrificado é o melhor método para deixá-lo funcionando suavemente sem travamentos ao longo de toda a vida útil da ferramenta, talvez até mais.
Mandril de furadeira travado é o pior perrengue do mundo! Isso porque tirar um mandril para substituí-lo é uma baita dor de cabeça, muito difícil com suas travas químicas, parafusos e roscas emperrados.
Não importando se o seu mandril é de chave ou aperto rápido, a melhor dica é mantê-lo limpo e lubrificado, principalmente depois de trabalho que produz muito pó. Tenho 4 furadeiras: uma sucata de uma antiga parafusadeira Bosch a bateria que transformei em parafusadeira/furadeira manual, uma Skil 500w, uma parafusadeira elétrica AWT e uma furadeira martelete Bosch GBH 2-24 DF.
Delas, as mais novas são a AWT e a Bosch. Por incrível que pareça, das antigas o mandril da antiga furadeira Bosch a bateria está em ótimo estado, já a Skil estava apresentando alguma dureza na hora de girar o mandril com a mão. Este é o teste a ser feito, gire o seu mandril com a mão e veja se ele apresenta suavidade em todo o curso, desde as garras totalmente recolhidas até totalmente estendidas.
A primeira providência é remover todas as sujeiras impregnadas nas engrenagens no interior do mandril. Tenho usado com sucesso o descarbonizante spray Auto 100 da Loctite. Encharco bem o interior do mandril e deixo o produto secar. Depois lubrifico com óleo 90 de caixa de câmbio e assim fica até o próximo uso.
Assim, manter o mandril limpo e lubrificado é o melhor método para deixá-lo funcionando suavemente sem travamentos ao longo de toda a vida útil da ferramenta, talvez até mais.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Como fazer funcionar uma ferramenta Xing Ling nova?
Autor: Isaias Malta
Achei esta dica na internet e repasso, não porque sou comprador compulsivo de ferramentas 100% xing ling, mas porque acho que milhares de consumidores passam pelo perrengue de tirar da caixa um produto novo e constatar decepcionado que a coisa não funciona. Assim, antes de você sair por aí xingando na internet, faça a sua chinesinha funcionar “no tranco”.
Comprei uma essa semana, no Makro, marca não lembro qual é só sei que é chinesinha, paguei 49 reais, é uma marca lá do Makro mesmo, uma das tantas de lá.
Para usar de vez em quando acho que compensa, tenho um esmeril chinesinho há mais de 10 anos e está firme e forte.
Como toda ferramenta elétrica chinesa, não sei porque, tem que tirar o carvão dos dois lados, dar uma limpada e recolocar para funcionar. Se ligar da tomada ao tirar da caixa e funcionar é sorte. Aconteceu a mesma coisa com a serra tico-tico e a lixadeira orbital que comprei também, todas chinesas.
Como está tudo funcionando até hoje, optei por salvar algum dindin que gastaria nas Bosch, Dewalt, Makita, etc., mesmo porque várias delas estão vindo da Chita também. As únicas coisas que faço questão de comprar de marca são chaves torx, allen, fixa, boca, etc.
Achei esta dica na internet e repasso, não porque sou comprador compulsivo de ferramentas 100% xing ling, mas porque acho que milhares de consumidores passam pelo perrengue de tirar da caixa um produto novo e constatar decepcionado que a coisa não funciona. Assim, antes de você sair por aí xingando na internet, faça a sua chinesinha funcionar “no tranco”.
Comprei uma essa semana, no Makro, marca não lembro qual é só sei que é chinesinha, paguei 49 reais, é uma marca lá do Makro mesmo, uma das tantas de lá.
Para usar de vez em quando acho que compensa, tenho um esmeril chinesinho há mais de 10 anos e está firme e forte.
Como toda ferramenta elétrica chinesa, não sei porque, tem que tirar o carvão dos dois lados, dar uma limpada e recolocar para funcionar. Se ligar da tomada ao tirar da caixa e funcionar é sorte. Aconteceu a mesma coisa com a serra tico-tico e a lixadeira orbital que comprei também, todas chinesas.
Como está tudo funcionando até hoje, optei por salvar algum dindin que gastaria nas Bosch, Dewalt, Makita, etc., mesmo porque várias delas estão vindo da Chita também. As únicas coisas que faço questão de comprar de marca são chaves torx, allen, fixa, boca, etc.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
O que significa o código E71T-GS na especificação de arame MIG sem gás?
Autor: Isaias Malta
Para você hobista que opta pela praticidade da MIG sem gás é importante saber qual é o significado do código que vem aposto nos rótulos dos carreteis de arame. Aí você acaba sabendo que, apesar da marca ESAB ser a mais conceituada, seu arame tubular oferecido no mercado sob o código E71T-14 acaba fugindo aos nossos propósitos gerais, já que a sua liga é formulada especificamente para chapas galvanizadas de baixo a médio teor de carbono.
E = eletrodo
7 = grau de flexibilidade do arame medido em PSI, no caso, 70.000 PSI
1 = permite soldagens em qualquer posição, vertical de cima para baixo ou de baixo para cima, horizontal, etc.
T = significa que o arame é Tubular, ou seja, pode ser usado nos processos FCAW (solda MIG sem gás).
G = polaridade e características gerais não especificadas
S = indica soldagem de passe único
Fonte: Order of Mandatory Classification Designators
Outra designação que atende ao uso geral e oferece os diâmetros e tamanhos mais comumente usados em máquinas de solda MIG sem gás pequenas é a E71T-11 »»» Flux-Cored Welding: The Basics for Mild Steel
Se você tem curiosidade para saber os outros tipos de arames tubulares de T1 a 14, aqui tem uma tabela »»» FCAW-G Electrode Usability Designators
Para você hobista que opta pela praticidade da MIG sem gás é importante saber qual é o significado do código que vem aposto nos rótulos dos carreteis de arame. Aí você acaba sabendo que, apesar da marca ESAB ser a mais conceituada, seu arame tubular oferecido no mercado sob o código E71T-14 acaba fugindo aos nossos propósitos gerais, já que a sua liga é formulada especificamente para chapas galvanizadas de baixo a médio teor de carbono.
E = eletrodo
7 = grau de flexibilidade do arame medido em PSI, no caso, 70.000 PSI
1 = permite soldagens em qualquer posição, vertical de cima para baixo ou de baixo para cima, horizontal, etc.
T = significa que o arame é Tubular, ou seja, pode ser usado nos processos FCAW (solda MIG sem gás).
G = polaridade e características gerais não especificadas
S = indica soldagem de passe único
Fonte: Order of Mandatory Classification Designators
Outra designação que atende ao uso geral e oferece os diâmetros e tamanhos mais comumente usados em máquinas de solda MIG sem gás pequenas é a E71T-11 »»» Flux-Cored Welding: The Basics for Mild Steel
Se você tem curiosidade para saber os outros tipos de arames tubulares de T1 a 14, aqui tem uma tabela »»» FCAW-G Electrode Usability Designators
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Dicas para usar arame revestido 0,6 mm sem embolar no alimentador de máquina MIG
Autor: Isaias Malta
Tão logo comprei a máquina de solda V8 Brasil MIG 150BR, comprei também arame de reposição da mesma marca e o vendedor me convenceu a levar também um rolo de 0,6 mm. Pois bem, agora que esgotou o arame que veio com a máquina, chegou a hora de testar o 0,6, já que estou justamente trabalhando numa chapa fina danada de furar com o arame 0,8.
Entrementes, vi na internet o vídeo abaixo e fiquei receoso de usar o arame 0,6. Será que daria problema na minha máquina? Terá sido perda de dinheiro?
Felizmente, graças ao vídeo acima, me antecipei e tomei algumas providências que mudaram o caso de figura. E antes que perguntem, esse arame fino é realmente sensacional para serviços de precisão em peças pequenas e chapas finas. Com ele já soldei garras num alicate de pressão e fiz um porta-cossinetes. E a chapa fina que estava me desesperando, agora já não está mais abrindo o bico, mesmo soldando em potência máxima.
- Faça necessariamente a troca do bico de 0,8 mm (original da máquina) por um de 0,6 mm. Como cometi algumas barbeiragens no começo, por nunca ter soldado na vida, resolvi trocar bico, porta-bico e bocal da tocha. Coloquei tudo novo para ter certeza de que o arame deslizaria com a suavidade de manteiga.
- Faça um exame minucioso do conduíte a procura de alguma possível obstrução, principalmente verifique o estado da parte que termina no porta-bico. Como a borda do meu conduíte tinha uma ponta, tive que limar para deixa-la bem lisa para evitar que o arame tranque no final.
- Depois de feito tudo isso, procedi a colocação do novo rolo de arame e, ao invés de optar pela alimentação motorizada, preferi introduzir manualmente o arame por todo o conduíte até sair na extremidade, isto para ter certeza de não haver nenhuma obstrução.
- Verifique se a roldana de pressão do sistema de alimentação não está excessivamente apertada ou frouxa demais.
- Verifique se o rolo de arame não está frouxo ou apertado demais e faça a regulagem da arruela de pressão que funciona em cima da mola.
Depois de tomadas todas as salvaguardas acima, não tive nenhum problema de embolar arame no alimentador.
UPDATE: o fato é que usar o arame 0,6 mm é uma verdadeira carnificina. Fica extremamente periclitante a regulagem, produz um horror de escória, a tocha suja a todo momento e a possibilidade do arame grudar no bico (por derretimento) é constante. Com tudo isso, sinceramente não pretendo mais embarcar nessa aventura.
Tão logo comprei a máquina de solda V8 Brasil MIG 150BR, comprei também arame de reposição da mesma marca e o vendedor me convenceu a levar também um rolo de 0,6 mm. Pois bem, agora que esgotou o arame que veio com a máquina, chegou a hora de testar o 0,6, já que estou justamente trabalhando numa chapa fina danada de furar com o arame 0,8.
Entrementes, vi na internet o vídeo abaixo e fiquei receoso de usar o arame 0,6. Será que daria problema na minha máquina? Terá sido perda de dinheiro?
Felizmente, graças ao vídeo acima, me antecipei e tomei algumas providências que mudaram o caso de figura. E antes que perguntem, esse arame fino é realmente sensacional para serviços de precisão em peças pequenas e chapas finas. Com ele já soldei garras num alicate de pressão e fiz um porta-cossinetes. E a chapa fina que estava me desesperando, agora já não está mais abrindo o bico, mesmo soldando em potência máxima.
- Faça necessariamente a troca do bico de 0,8 mm (original da máquina) por um de 0,6 mm. Como cometi algumas barbeiragens no começo, por nunca ter soldado na vida, resolvi trocar bico, porta-bico e bocal da tocha. Coloquei tudo novo para ter certeza de que o arame deslizaria com a suavidade de manteiga.
- Faça um exame minucioso do conduíte a procura de alguma possível obstrução, principalmente verifique o estado da parte que termina no porta-bico. Como a borda do meu conduíte tinha uma ponta, tive que limar para deixa-la bem lisa para evitar que o arame tranque no final.
- Depois de feito tudo isso, procedi a colocação do novo rolo de arame e, ao invés de optar pela alimentação motorizada, preferi introduzir manualmente o arame por todo o conduíte até sair na extremidade, isto para ter certeza de não haver nenhuma obstrução.
- Verifique se a roldana de pressão do sistema de alimentação não está excessivamente apertada ou frouxa demais.
- Verifique se o rolo de arame não está frouxo ou apertado demais e faça a regulagem da arruela de pressão que funciona em cima da mola.
Depois de tomadas todas as salvaguardas acima, não tive nenhum problema de embolar arame no alimentador.
UPDATE: o fato é que usar o arame 0,6 mm é uma verdadeira carnificina. Fica extremamente periclitante a regulagem, produz um horror de escória, a tocha suja a todo momento e a possibilidade do arame grudar no bico (por derretimento) é constante. Com tudo isso, sinceramente não pretendo mais embarcar nessa aventura.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Top 4 das melhores marcas de ferramentas
Autor: Isaias Malta
1º lugar: Dewalt - força, durabilidade, confiabilidade e garantia. Metabo compete na mesma linha, porém oferece garantia de 1 ano, enquanto a Dewalt garante os produtos por 3 anos. O ponto negativo é o preço dessas marcas, mas quem quer qualidade não pode se dar ao luxo de regatear no preço.
2º lugar: Milwaukee - Boas ferramentas por um preço acessível, seu mix de ferramentas à bateria compete ombro a ombro com a Dewalt. Um tempo atrás a marca havia saído do Brasil. Hoje eles têm página COM.BR e apresentam uma lista de assistências técnicas para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os outros estados como é que ficam? A Milwaukee informa na página que ela é feita pela TTI, fato que gera dúvidas: os outros estados devem mandar os equipamentos para São Paulo, ou será que a TTI tem oficinas espalhadas por tudo que é canto?
3º lugar: Bosch – existe um segmento reservado para profissionais de uso não tão pesado? Se existir, este é o nicho da Bosch. Ferramentas duráveis, fortes e robustas, com assistências técnicas espalhadas por este brasilzão afora.
4º Makita - Faz ferramentas boas e algumas delas mais baratas do que as listadas acima, mas a qualidade é irregular. Dependendo do lugar onde é fabricada, o esforço contínuo em busca da competitividade via preços baixos redunda em sacrifício da qualidade.
1º lugar: Dewalt - força, durabilidade, confiabilidade e garantia. Metabo compete na mesma linha, porém oferece garantia de 1 ano, enquanto a Dewalt garante os produtos por 3 anos. O ponto negativo é o preço dessas marcas, mas quem quer qualidade não pode se dar ao luxo de regatear no preço.
2º lugar: Milwaukee - Boas ferramentas por um preço acessível, seu mix de ferramentas à bateria compete ombro a ombro com a Dewalt. Um tempo atrás a marca havia saído do Brasil. Hoje eles têm página COM.BR e apresentam uma lista de assistências técnicas para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os outros estados como é que ficam? A Milwaukee informa na página que ela é feita pela TTI, fato que gera dúvidas: os outros estados devem mandar os equipamentos para São Paulo, ou será que a TTI tem oficinas espalhadas por tudo que é canto?
3º lugar: Bosch – existe um segmento reservado para profissionais de uso não tão pesado? Se existir, este é o nicho da Bosch. Ferramentas duráveis, fortes e robustas, com assistências técnicas espalhadas por este brasilzão afora.
4º Makita - Faz ferramentas boas e algumas delas mais baratas do que as listadas acima, mas a qualidade é irregular. Dependendo do lugar onde é fabricada, o esforço contínuo em busca da competitividade via preços baixos redunda em sacrifício da qualidade.
A importância do uso de botina/bota específica para soldador: a busca pela bota perfeita
Autor: Isaias Malta
Depois de resolvido o meu problema com a falta de perneiras de raspa, comecei a sentir umas coceiras suspeitas nos dorsos dos pés.
Devido ao problema recente de exposição da canela às radiações do arco voltaico, minhas suspeitas recaíram sobre o desempenho da botina de segurança que uso para soldar. E a constatação não demorou; descobri justamente na região do dorso do pé que o couro da botina está ressecado, mesmo coberta pela polaina da perneira. Observe o fato na foto abaixo que tirei da botina mais prejudicada.
Fui ver a certificação de segurança da minha botina e descobri que ela é projetada para a atividade de eletricista, ou seja, com fraca proteção contra o vazamento de radiações produzidas pelo processo de soldagem.
Então pesquisei uma botina desenhada especificamente para a atividade de soldador e vi pelo desenho da ESAB o quanto difere da minha, principalmente em relação às camadas adicionais de proteção do dorso do pé.
Naturalmente, a solução mais apropriada para o soldador recai sobre a bota equipada com cano de raspa, essa sim projetada para proteger plenamente canelas e pés, sem a necessidade de perneiras.
Matutando para decidir se comprava uma botina ou bota para acabar com o problema da coceira nos pés, achei uma solução caseira perfeita para o meu caso. Tenho há alguns anos uma bota Snake High Fly Pilot super reforçada de uso eventual no voo livre, só quando está muito frio. Testei a bichinha na solda e funcionou perfeitamente, agora já tenho a minha bota de soldador! (O detalhe é que para protegê-la contra as faíscas, uso um pedaço dessas luvas de cozinha por cima fixado com elástico.)
Depois de resolvido o meu problema com a falta de perneiras de raspa, comecei a sentir umas coceiras suspeitas nos dorsos dos pés.
Devido ao problema recente de exposição da canela às radiações do arco voltaico, minhas suspeitas recaíram sobre o desempenho da botina de segurança que uso para soldar. E a constatação não demorou; descobri justamente na região do dorso do pé que o couro da botina está ressecado, mesmo coberta pela polaina da perneira. Observe o fato na foto abaixo que tirei da botina mais prejudicada.
Fui ver a certificação de segurança da minha botina e descobri que ela é projetada para a atividade de eletricista, ou seja, com fraca proteção contra o vazamento de radiações produzidas pelo processo de soldagem.
Então pesquisei uma botina desenhada especificamente para a atividade de soldador e vi pelo desenho da ESAB o quanto difere da minha, principalmente em relação às camadas adicionais de proteção do dorso do pé.
Naturalmente, a solução mais apropriada para o soldador recai sobre a bota equipada com cano de raspa, essa sim projetada para proteger plenamente canelas e pés, sem a necessidade de perneiras.
Matutando para decidir se comprava uma botina ou bota para acabar com o problema da coceira nos pés, achei uma solução caseira perfeita para o meu caso. Tenho há alguns anos uma bota Snake High Fly Pilot super reforçada de uso eventual no voo livre, só quando está muito frio. Testei a bichinha na solda e funcionou perfeitamente, agora já tenho a minha bota de soldador! (O detalhe é que para protegê-la contra as faíscas, uso um pedaço dessas luvas de cozinha por cima fixado com elástico.)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Aproveitamento de discos usados de esmerilhadeira em furadeira
Autor: Isaias Malta
A melhor maneira de aproveitar até o talo aqueles discos, que de outra maneira iriam fora, é adaptá-los na furadeira para a realização de pequenos serviços de desbaste.
Serviços de desbaste com discos de corte? Sim, isso mesmo! E a questão de segurança como é que fica? Esses discos são projetados para funcionarem a 13.300 RPM. As furadeiras tipo hobby operam a 2800 RPM, porém com um detalhe, você somente usará discos bastante pequenos que não servem mais para a esmerilhadeira.
Assim, não importando o adaptador que você enjambrar ou comprar pronto, o importante é que aqueles disquinhos usados que dá pena de jogar fora terão bastante serventia. Tenho usado com sucesso tanto os discos mais grossos de cortar ferro, quanto os mais finos de inox. Inclusive, nos serviços de solda ter uma furadeira à mão para executar aquela limpeza em lugares inacessíveis para a lixadeira é uma mão na roda!
A melhor maneira de aproveitar até o talo aqueles discos, que de outra maneira iriam fora, é adaptá-los na furadeira para a realização de pequenos serviços de desbaste.
Serviços de desbaste com discos de corte? Sim, isso mesmo! E a questão de segurança como é que fica? Esses discos são projetados para funcionarem a 13.300 RPM. As furadeiras tipo hobby operam a 2800 RPM, porém com um detalhe, você somente usará discos bastante pequenos que não servem mais para a esmerilhadeira.
Assim, não importando o adaptador que você enjambrar ou comprar pronto, o importante é que aqueles disquinhos usados que dá pena de jogar fora terão bastante serventia. Tenho usado com sucesso tanto os discos mais grossos de cortar ferro, quanto os mais finos de inox. Inclusive, nos serviços de solda ter uma furadeira à mão para executar aquela limpeza em lugares inacessíveis para a lixadeira é uma mão na roda!
A importância de se manter ferramentas limpas e revisadas
Autor: Isaias Malta
O vídeo abaixo é autoexplicativo, exemplifica o desleixo que a maioria dos profissionais reserva aos seus instrumentos de trabalho. Considerando-se que perdemos mais tempo por causa de ferramentas deficientes, estragadas ou que ainda não temos, deixa-las ficar no estado da esmerilhadeira do vídeo é um tiro no pé.
Principalmente a esmerilhadeira, na qualidade de instrumento mortal, deve ser limpa e revisada após cada uso. Não deixar o disco atarraxado deveria ser uma regra básica, o que não é, basta ver o estado lamentável das ferramentas de profissionais autônomos que dependem delas para comprar o leitinho para as suas crianças. Pense nisso antes de contratar um cabra que vai perder 2 horas para trocar um disco...
O vídeo abaixo é autoexplicativo, exemplifica o desleixo que a maioria dos profissionais reserva aos seus instrumentos de trabalho. Considerando-se que perdemos mais tempo por causa de ferramentas deficientes, estragadas ou que ainda não temos, deixa-las ficar no estado da esmerilhadeira do vídeo é um tiro no pé.
Principalmente a esmerilhadeira, na qualidade de instrumento mortal, deve ser limpa e revisada após cada uso. Não deixar o disco atarraxado deveria ser uma regra básica, o que não é, basta ver o estado lamentável das ferramentas de profissionais autônomos que dependem delas para comprar o leitinho para as suas crianças. Pense nisso antes de contratar um cabra que vai perder 2 horas para trocar um disco...
sábado, 9 de janeiro de 2016
A principal ferramenta do soldador
Autor: Isaias Malta
Se você resumir o tempo de atividade de solda a 10% e 90% dedicados a todo o resto não estará cometendo um erro tão crasso.
Na prática soldar significa preponderantemente preparar o material, medir, cortar ferro, limpar, e tudo isso envolve esmerilhadeira. Logo, enquanto o candidato a iniciado na ciência da soldagem não se torna exímio na operação da lixadeira, ele está fracassando em 90% da brincadeira.
Portanto, assim como o caminho da iniciação dos monges se faz varrendo e limpando os monastérios, na solda o cidadão tem que dormir com a esmerilhadeira, sonhar com a esmerilhadeira e acordar com a esmerilhadeira. Não há como queimar etapas, só quando você conseguir manejar uma esmerilhadeira como se fosse uma extensão do seu próprio corpo, estará apto a tentar a sorte nos 10%.
Se você resumir o tempo de atividade de solda a 10% e 90% dedicados a todo o resto não estará cometendo um erro tão crasso.
Na prática soldar significa preponderantemente preparar o material, medir, cortar ferro, limpar, e tudo isso envolve esmerilhadeira. Logo, enquanto o candidato a iniciado na ciência da soldagem não se torna exímio na operação da lixadeira, ele está fracassando em 90% da brincadeira.
Portanto, assim como o caminho da iniciação dos monges se faz varrendo e limpando os monastérios, na solda o cidadão tem que dormir com a esmerilhadeira, sonhar com a esmerilhadeira e acordar com a esmerilhadeira. Não há como queimar etapas, só quando você conseguir manejar uma esmerilhadeira como se fosse uma extensão do seu próprio corpo, estará apto a tentar a sorte nos 10%.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Qual é o melhor filtro para soldar em processo FCAW (MIG sem gás)?
Autor: Isaias Malta
Dificilmente o manual da sua máscara de escurecimento automático se dá ao luxo de se referir ao processo FCAW – flux-cored arc welding (MIG sem gás), isso porque ninguém se interessa pelo primo pobre da soldagem.
A minha máscara faz referência na sua tabela de atuação a “MIG leve” e “MIG pesado”. Como optei por considerar o FCAW como MIG leve, desde que iniciei a soldar há pouco mais de um mês, adotei a regulagem do filtro de 10,5.
Entretanto, acabei descobrindo que o DIN 10,5 estava claro demais, pois o clarão do arco estava claro demais. Assim, fui na internet fazer uma pesquisa e me deparei com a informação de que para o processo FCAW fica mais confortável a regulagem 11.
É o valor que tenho adotado e que trouxe maior conforto para os meus olhos. Comprove a informação consultado essa tabela: Lens Shade Selector Guide
Também li num fórum gringo* algumas dicas bastante úteis na área do escurecimento automático que passo a compartilhar:
- Aprenda a piscar.
Nunca confie seus olhos ao escurecimento automático, programe-se a piscar antes da abertura do arco. Apesar do escurecimento se processar em milissegundos, é importante piscar antecipadamente ao surgimento do arco. Esta simples atitude evita a famosa dor de cabeça que costuma acometer os soldadores.
- Muito esforço tentando ver a poça de fusão.
Dor de cabeça também pode surgir em consequência da regulagem escura demais, devido ao esforço redobrado do cérebro para perceber a poça de fusão. Neste caso, é melhor clarear um pouco o escurecimento automático.
- Persistência de flashes no campo visual.
Um bom indício para descobrir se a sua regulagem está muito clara é, imediatamente após a soldagem, levantar o capacete, mirar numa superfície qualquer (preferencialmente escura) e verificar se você continua a ver vários pontos luminosos na sua visão. Se isso estiver ocorrendo, aumente o número do filtro.
- Pesquise bem se os seus olhos não estão recebendo reflexos parasitas.
Considero o uso de touca de soldador um item mandatório. No entanto, eu estava enfrentando problemas de clarões dentro do capacete. Aí descobri que os clarões eram causados pela abertura na gola do capuz. Colei em cima da gola um retalho de tecido preto e resolveu o problema do reflexo.
- A zona de conforto depende da sensibilidade de cada um.
As tabelas de filtragem são elaboradas para atender a padrões gerais de necessidades. Algumas pessoas são mais sensíveis a luzes fortes, enquanto outros são mais resistentes. Por isso, partido da regra geral o melhor é que cada um experimente o melhor parâmetro para si mesmo. E o melhor é aquele que não causa fadiga visual, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, nem dor de cabeça posterior.
* Perguntas e respostas sobre ajustes de filtros em máscaras de escurecimento automático
Dificilmente o manual da sua máscara de escurecimento automático se dá ao luxo de se referir ao processo FCAW – flux-cored arc welding (MIG sem gás), isso porque ninguém se interessa pelo primo pobre da soldagem.
A minha máscara faz referência na sua tabela de atuação a “MIG leve” e “MIG pesado”. Como optei por considerar o FCAW como MIG leve, desde que iniciei a soldar há pouco mais de um mês, adotei a regulagem do filtro de 10,5.
Entretanto, acabei descobrindo que o DIN 10,5 estava claro demais, pois o clarão do arco estava claro demais. Assim, fui na internet fazer uma pesquisa e me deparei com a informação de que para o processo FCAW fica mais confortável a regulagem 11.
É o valor que tenho adotado e que trouxe maior conforto para os meus olhos. Comprove a informação consultado essa tabela: Lens Shade Selector Guide
Também li num fórum gringo* algumas dicas bastante úteis na área do escurecimento automático que passo a compartilhar:
- Aprenda a piscar.
Nunca confie seus olhos ao escurecimento automático, programe-se a piscar antes da abertura do arco. Apesar do escurecimento se processar em milissegundos, é importante piscar antecipadamente ao surgimento do arco. Esta simples atitude evita a famosa dor de cabeça que costuma acometer os soldadores.
- Muito esforço tentando ver a poça de fusão.
Dor de cabeça também pode surgir em consequência da regulagem escura demais, devido ao esforço redobrado do cérebro para perceber a poça de fusão. Neste caso, é melhor clarear um pouco o escurecimento automático.
- Persistência de flashes no campo visual.
Um bom indício para descobrir se a sua regulagem está muito clara é, imediatamente após a soldagem, levantar o capacete, mirar numa superfície qualquer (preferencialmente escura) e verificar se você continua a ver vários pontos luminosos na sua visão. Se isso estiver ocorrendo, aumente o número do filtro.
- Pesquise bem se os seus olhos não estão recebendo reflexos parasitas.
Considero o uso de touca de soldador um item mandatório. No entanto, eu estava enfrentando problemas de clarões dentro do capacete. Aí descobri que os clarões eram causados pela abertura na gola do capuz. Colei em cima da gola um retalho de tecido preto e resolveu o problema do reflexo.
- A zona de conforto depende da sensibilidade de cada um.
As tabelas de filtragem são elaboradas para atender a padrões gerais de necessidades. Algumas pessoas são mais sensíveis a luzes fortes, enquanto outros são mais resistentes. Por isso, partido da regra geral o melhor é que cada um experimente o melhor parâmetro para si mesmo. E o melhor é aquele que não causa fadiga visual, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, nem dor de cabeça posterior.
* Perguntas e respostas sobre ajustes de filtros em máscaras de escurecimento automático
domingo, 3 de janeiro de 2016
Diário MIG sem gás: tocha suja vai destruindo a qualidade da solda
Autor: Isaias Malta
Minha comprovação na prática foi essa, quando você faz uma sequência grande de soldas, a tendência é o aumento do grau de dificuldade. Aumenta a quantidade de escória e o aspecto final fica menos brilhante. Abstraindo-se a questão do ciclo de trabalho, que determina a deterioração das soldagens à medida em que o transformador esquenta, percebi que o fator causador mais relevante é a escória que se vai acumulando no interior da tocha, ao redor do bocal, no bico e no porta-bico. Outra coisa, o entupimento dos furinhos do difusor, além de concorrer para a obstrução do arame, contribui para a degeneração da solda.
A princípio, parece que a solda MIG sem gás não é afetada pela limpeza da tocha, entretanto, a prática comprova que a poça de fusão fica menos protegida pelo gás gerado a partir da combustão do material de proteção contido no interior do arame na medida em que diminui o espaço entre o bocal e o bico, ocupado pela sujeira oriunda da queima do elemento protetor.
A conclusão óbvia é que soldador MIG preguiçoso acaba fazendo trabalho porco, que depois deve ser corrigido com muita esmerilhadeira. Naturalmente, o fazer do soldador meticuloso envolve perda de tempo, pois antes de cada solda ele deve aspergir com líquido antirespingo o interior da tocha e ao cabo de algumas soldagens, deve dar um intervalo para proceder a limpeza do bocal, bico, porta-bico, e desobstruir os furinhos do difusor com uma agulha.
Nota: não adianta fazer diferente! Na minha última soldagem, fiz a limpeza da tocha no intervalo de preparação das peças, mas esqueci de jogar antirespingo antes da solda. O resultado foi que tive de dar mais uma limpada, pois a sujeira aderiu sobremaneira na tocha desprotegida.
Já instalei um cesto de utilidades em cima da minha máquina de solda com papel higiênico, espátula e agulha, assim, a limpeza automatiza e acaba se integrando ao processo. É bom lembrar que guardar o equipamento com a tocha suja é a fórmula do capeta para o incrustamento da escória no cobre, que com o tempo fica cada vez mais difícil de retirar.
Com toda essa aspersão de líquido antirespingo, certamente alguma quantidade dele acaba se alojando no terminal do conduíte, causando a sua corrosão. Então, de tempos em tempos a tocha deve ser desmontada e a ferrugem deve ser removida do conduíte para evitar o esclerosamento da passagem do arame.
Minha comprovação na prática foi essa, quando você faz uma sequência grande de soldas, a tendência é o aumento do grau de dificuldade. Aumenta a quantidade de escória e o aspecto final fica menos brilhante. Abstraindo-se a questão do ciclo de trabalho, que determina a deterioração das soldagens à medida em que o transformador esquenta, percebi que o fator causador mais relevante é a escória que se vai acumulando no interior da tocha, ao redor do bocal, no bico e no porta-bico. Outra coisa, o entupimento dos furinhos do difusor, além de concorrer para a obstrução do arame, contribui para a degeneração da solda.
A princípio, parece que a solda MIG sem gás não é afetada pela limpeza da tocha, entretanto, a prática comprova que a poça de fusão fica menos protegida pelo gás gerado a partir da combustão do material de proteção contido no interior do arame na medida em que diminui o espaço entre o bocal e o bico, ocupado pela sujeira oriunda da queima do elemento protetor.
A conclusão óbvia é que soldador MIG preguiçoso acaba fazendo trabalho porco, que depois deve ser corrigido com muita esmerilhadeira. Naturalmente, o fazer do soldador meticuloso envolve perda de tempo, pois antes de cada solda ele deve aspergir com líquido antirespingo o interior da tocha e ao cabo de algumas soldagens, deve dar um intervalo para proceder a limpeza do bocal, bico, porta-bico, e desobstruir os furinhos do difusor com uma agulha.
Nota: não adianta fazer diferente! Na minha última soldagem, fiz a limpeza da tocha no intervalo de preparação das peças, mas esqueci de jogar antirespingo antes da solda. O resultado foi que tive de dar mais uma limpada, pois a sujeira aderiu sobremaneira na tocha desprotegida.
Já instalei um cesto de utilidades em cima da minha máquina de solda com papel higiênico, espátula e agulha, assim, a limpeza automatiza e acaba se integrando ao processo. É bom lembrar que guardar o equipamento com a tocha suja é a fórmula do capeta para o incrustamento da escória no cobre, que com o tempo fica cada vez mais difícil de retirar.
Com toda essa aspersão de líquido antirespingo, certamente alguma quantidade dele acaba se alojando no terminal do conduíte, causando a sua corrosão. Então, de tempos em tempos a tocha deve ser desmontada e a ferrugem deve ser removida do conduíte para evitar o esclerosamento da passagem do arame.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Consegui me queimar com solda mesmo usando todos os equipamentos de proteção
Autor: Isaias Malta
Que observa um arco MIG conclui que o brilho é bem mais intenso daquele produzido pelo eletrodo revestido. Por isso mesmo, antes de iniciar o meu aprendizado com MIG, tratei de adquirir capacete de escurecimento automático, botinas de soldador, avental de raspa tipo barbeiro, balaclava, luva eu já tinha.
Aparentemente eu estava bem na foto, só aparentemente, pois começaram a me aparecer umas coceiras na canela esquerda. Não sabia a causa até hoje, quando depois de algumas horas de soldagem e depois de ter encerrado o trabalho, me apareceu uma sensação estranha também na canela direita. Aí me dei conta do motivo das coceiras: o segmento da perna compreendido entre a botina e o avental de raspa fica protegido apenas pelo tecido de uma calça de brim grosso. Ora, contra as radiações de arco voltaico não há tecido que resista!
Enquanto não providencio uma perneira de raspa decente para integrar o conjunto do avental de raspa, usarei na próxima soldagem uma joelheira que fará às vezes de caneleira, vamos ver se funciona a coisa em ritmo de improviso, porque queimadura de graça eu não quero mais.
Que observa um arco MIG conclui que o brilho é bem mais intenso daquele produzido pelo eletrodo revestido. Por isso mesmo, antes de iniciar o meu aprendizado com MIG, tratei de adquirir capacete de escurecimento automático, botinas de soldador, avental de raspa tipo barbeiro, balaclava, luva eu já tinha.
Aparentemente eu estava bem na foto, só aparentemente, pois começaram a me aparecer umas coceiras na canela esquerda. Não sabia a causa até hoje, quando depois de algumas horas de soldagem e depois de ter encerrado o trabalho, me apareceu uma sensação estranha também na canela direita. Aí me dei conta do motivo das coceiras: o segmento da perna compreendido entre a botina e o avental de raspa fica protegido apenas pelo tecido de uma calça de brim grosso. Ora, contra as radiações de arco voltaico não há tecido que resista!
Enquanto não providencio uma perneira de raspa decente para integrar o conjunto do avental de raspa, usarei na próxima soldagem uma joelheira que fará às vezes de caneleira, vamos ver se funciona a coisa em ritmo de improviso, porque queimadura de graça eu não quero mais.
Diário MIG sem gás: minha 1ª solda limpa e o 1º cordão!
Autor: Isaias Malta
Continuaram hoje as minhas recentes incursões no mundo da solda. Mais precisamente, consegui concluir a montagem da minha mesa de solda desmontável. Com o tampo feito de chapa retirada de geladeira velha, o esqueleto de sustentação do tampo de sobras de vergalhão de obra e os pés cedidos por uma velha mesa de computador, agora só falta testar a bichinha!
Duas coisas me chamaram a atenção neste dia glorioso:
- consegui fazer o meu primeiro cordão, diga-se de passagem, ele ficou perfeito, os outros que vieram a seguir nem tanto;
- obtive a minha primeira solda limpa! Antes de passar a escova de aço, a solda estava quase 100% brilhante, mesmo a minha máquina sendo AC, de baixa corrente e usando o famigerado arame 0,8 revestido da V8 Brasil. Isto prova que a eficiência do processo depende muito mais do braço do soldador, cuidados, limpeza, etc, do que as mirabolâncias técnicas do equipamento;
- devido à boa espessura das partes a serem juntadas, hoje trabalhei todo tempo com a V8 Brasil MIG 150 BR em potência máxima (6) e velocidade do arame também perto do máximo.
Em vista dos excelentes resultados que venho obtendo com o atual set de solda, não vejo ainda motivos para instalar um upgrade retificador com indutor na saída. Estou achando bem mais adequado trabalhar com um equipamento menos complicado. Quem sabe daqui a pouco não muda tudo? Por ora, continuamos com o aprendizado.
Continuaram hoje as minhas recentes incursões no mundo da solda. Mais precisamente, consegui concluir a montagem da minha mesa de solda desmontável. Com o tampo feito de chapa retirada de geladeira velha, o esqueleto de sustentação do tampo de sobras de vergalhão de obra e os pés cedidos por uma velha mesa de computador, agora só falta testar a bichinha!
Duas coisas me chamaram a atenção neste dia glorioso:
- consegui fazer o meu primeiro cordão, diga-se de passagem, ele ficou perfeito, os outros que vieram a seguir nem tanto;
- obtive a minha primeira solda limpa! Antes de passar a escova de aço, a solda estava quase 100% brilhante, mesmo a minha máquina sendo AC, de baixa corrente e usando o famigerado arame 0,8 revestido da V8 Brasil. Isto prova que a eficiência do processo depende muito mais do braço do soldador, cuidados, limpeza, etc, do que as mirabolâncias técnicas do equipamento;
- devido à boa espessura das partes a serem juntadas, hoje trabalhei todo tempo com a V8 Brasil MIG 150 BR em potência máxima (6) e velocidade do arame também perto do máximo.
Em vista dos excelentes resultados que venho obtendo com o atual set de solda, não vejo ainda motivos para instalar um upgrade retificador com indutor na saída. Estou achando bem mais adequado trabalhar com um equipamento menos complicado. Quem sabe daqui a pouco não muda tudo? Por ora, continuamos com o aprendizado.
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